Cansado da agitação da vida urbana, da crise em Portugal, do casamento falhado, enfim, de tudo o que o rodeava, Jorge larga o emprego, viaja para o Brasil, compra um pedaço de terra no Amazonas e muda-se para lá.
Ele vê o carteiro uma vez por semana e vai à mercearia uma vez por mês. No mais, é paz e tranquilidade.
Seis meses depois, em Dezembro, alguém bate na porta.
O Jorge abre e vê um enorme homem negro barbudo de 1,90 mt, mal encarado, com um facão na mão e 3 oitão (pistolão) à cintura, que diz:
- Meu nome é Chicão, seu vizinho, 7 léguas daqui. Festa de Natal lá em casa, sexta-feira. Começa às cinco.
O Jorge entusiasma-se:
- Óptimo, depois de seis meses por aqui, na solidão, nada melhor que isso. Muito obrigado, vou sim.
Chicão começa a ir embora, pára e diz:
- Seguinte: vai rolar bebida.
- Não há problema. Como vocês dizem, “eu topo”!.
Novamente Chicão começa a ir embora, mas pára e diz:
- Olha, também pode ter briga.
- Não há problema, se houver confusão, eu afasto-me. Mais uma vez obrigado.
Chicão continua:
- E vai ter sexo meio selvagem...
- Também não é problema. Eu estou aqui sozinho já há 6 meses. Mais um motivo para ir! E, já agora, diga-me uma coisa: Que roupa devo levar?
Chicão:
- Cê que sabe. É só nós dois...

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